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Biologia Molecular

SEXAGEM FETAL (AMOSTRA MATERNA)
Este teste se baseia na identificação de partes do cromossomo Y (gene DYS14) em células fetais na circulação materna pela técnica de PCR em tempo real. Como apenas indivíduos do sexo masculino possuem esse cromossomo dentro de suas células, sua presença indica um menino e sua ausência indica uma menina. O teste não detecta gravidez, assim, se uma mulher que não estiver grávida fizer o teste, este apontará resultado de menina, pois apenas identificará a ausência de DNA masculino. Este teste não é recomendado em mulheres que foram transplantadas ou receberam transfusão sanguínea, pois já foi demonstrado que células do doador de sangue podem se implantar no receptor e com isso interferir no resultado (produzir um resultado falso masculino). Para gêmeos idênticos (chamados de univitelinos) o resultado é válido para ambos os bebês. Para gêmeos fraternos (presença de duas placentas) o encontro de DNA masculino significa que ao menos um dos gêmeos é menino. Se o resultado do teste for menina, indica que ambas as gêmeas são meninas. Em gestação gemelar pode acontecer a perda de apenas um dos fetos. Neste caso pode ocorrer resultado falso positivo se o feto viável for feminino e o feto que não sobreviveu for masculino. Isto porque a placenta do feto que não sobreviveu pode permanecer viável por um período prolongado e o DNA fetal detectado nesse teste provém da placenta. Em aproximadamente 5% dos casos pode haver resultado inconclusivo. Nestes casos, a conduta adequada é a solicitação de uma nova coleta 2-3 semanas depois, para uma certeza maior no resultado. A coleta pode ser realizada a partir da 8ª semana.

Métodos não invasivos para análise do sangue maternal na genética molecular tornou-se um importante  campo de interesse para o diagnóstico pré-natal.

 

Fonte:  Lab. Álvaro
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