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Anvisa alerta sobre ressonância magnética, após morte de três pessoas
A morte de três pessoas após ressonâncias magnéticas em Campinas levou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a emitir alerta nacional para lotes de soros e contrastes usados nos exames. As mortes ocorreram dia 28/1/2013, após os pacientes - dois homens de 36 e 39 anos e uma mulher de 25 - passarem por ressonância magnética de crânio, com uso de soro e contraste.

O alerta é um aviso para que clínicas que fazem o exame saibam oficialmente o que ocorreu. As causas das mortes ainda são desconhecidas. Resultados de exames de sangue apontaram altos índices de uma enzima comum quando há lesão no fígado ou músculos. Os resultados podem indicar mais chances das mortes terem sido causadas por substâncias químicas, e não por micro-organismos, como bactérias.

Linha de investigação

O delegado responsável pelo caso, José Carlos Fernandes, não descarta a possibilidade das mortes terem ocorrido por ação dolosa (intencional) de alguém. Os hemogramas dos três pacientes reforçam a hipótese de que a causa das mortes está relacionada à intoxicação química. A informação é do secretário da Sáude, Cármino de Souza, que apontou expressiva redução do número de plaquetas, componente do sangue fundamental no processo de coagulação, e hemólise, que é a quebra dos glóbulos vermelhos.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para apurar possíveis irregularidades trabalhistas da empresa Ressonância Magnética de Campinas, que presta serviço no Hospital Vera Cruz. O Ministério do Trabalho também informou que “por ora, não será apurada responsabilidade do Hospital Vera Cruz no caso”.
Fonte:  Folha de S.Paulo e G1
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